SES-MT acumula dívida de R$ 4 milhões com empresa de limpeza e servidores denunciam risco sanitário em unidades de saúde

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Falta de pagamento à DDMIX Terceirização compromete limpeza, provoca acúmulo de lixo e expõe fragilidade na gestão de serviços essenciais da saúde pública.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso enfrenta uma crise operacional após acumular dívida de R$ 4 milhões com a empresa DDMIX Terceirização, responsável por serviços de limpeza, asseio, conservação e jardinagem em unidades públicas. Além disso, servidores relatam acúmulo de lixo, sujeira em ambientes administrativos e assistenciais e prejuízo direto à prestação do serviço público.

Segundo reportagem do PNB Online, documentos oficiais indicam que a interrupção dos pagamentos à DDMIX provocou um cenário de colapso sanitário em unidades atendidas pela empresa. Ao mesmo tempo, o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso denunciou o caso e apontou a Superintendência de Vigilância em Saúde, em Cuiabá, como um dos locais mais críticos.

Unidades enfrentam lixo, sujeira e paralisação de serviços presenciais

De acordo com os registros divulgados, a situação chegou a ponto de a direção da Superintendência de Vigilância em Saúde determinar a dispensa imediata dos servidores das atividades presenciais em 30 de abril. Além disso, a falta de recolhimento de lixo e o desabastecimento de água tornaram o prédio insalubre, com risco biológico direto aos trabalhadores.

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Enquanto isso, no interior do Estado, servidores passaram a improvisar a limpeza de salas e banheiros para evitar o fechamento total de uma unidade. Dessa forma, enfermeiros e técnicos administrativos assumiram tarefas que não fazem parte de suas funções principais, apenas para manter o funcionamento mínimo dos serviços.

Contrato prevê serviço essencial em órgãos públicos

O contrato da SES-MT com a DDMIX prevê fornecimento de mão de obra para limpeza, asseio, conservação e jardinagem, incluindo áreas internas e externas de bens móveis e imóveis pertencentes ao Poder Executivo estadual. Portanto, a paralisação ou redução desse serviço atinge diretamente a rotina de unidades públicas que dependem de higienização contínua.

Além disso, documento oficial da Seplag mostra que a DDMIX também aparece em ata de registro de preços envolvendo órgãos como Detran, Intermat, Seaf, Seduc e SES. O mesmo documento registra repactuação do lote de serviços, cujo valor passou para R$ 19.433.140,32, com reajuste de 6,86%, conforme publicação oficial.

Crise expõe falha de gestão e risco ao trabalhador

A situação levanta uma pergunta inevitável: como a pasta responsável por cuidar da saúde pública permite que unidades funcionem sem limpeza adequada?

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Além do impacto administrativo, o problema ameaça trabalhadores e usuários. Afinal, ambientes de saúde exigem higienização permanente, controle de resíduos, abastecimento regular e prevenção de contaminação. Quando o Estado atrasa pagamentos e compromete esse serviço, ele transforma uma falha financeira em risco sanitário.

Governo precisa explicar dívida e apresentar solução

Diante da gravidade do caso, a SES-MT precisa informar de forma objetiva:

  • por que acumulou a dívida de R$ 4 milhões;
  • quais unidades foram afetadas;
  • quantos trabalhadores terceirizados deixaram de atuar;
  • quando regularizará os pagamentos;
  • qual plano emergencial adotou para evitar risco sanitário;
  • quem responderá pela interrupção dos serviços.

Por fim, o caso reforça a cobrança por transparência. Enquanto o governo anuncia investimentos e obras na saúde, servidores relatam lixo acumulado, sujeira e improviso dentro de unidades públicas. A população, no entanto, espera o básico: ambiente limpo, serviço funcionando e respeito ao dinheiro público.

Da Redação.

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