Parque Novo Mato Grosso recebe novo aditivo milionário e amplia debate sobre falhas de planejamento

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Acréscimo de quase 24% em contrato de sonorização reacende críticas sobre explosão de custos, aditivos sucessivos e uso do dinheiro público em megaobra do governo estadual.

O Parque Novo Mato Grosso voltou ao centro das polêmicas após a publicação de um novo aditivo contratual que elevou em quase 24% o valor do contrato de sonorização do empreendimento. Além disso, o reajuste reforçou críticas sobre falhas de planejamento, sucessivos aumentos de custos e fragilidade na gestão financeira da obra considerada uma das mais caras da história recente de Mato Grosso.

Segundo informações divulgadas em documentos oficiais e reportagens publicadas nesta semana, a MT Participações e Projetos S.A. (MT PAR) autorizou um acréscimo de R$ 1.662.194,50 no contrato firmado com a empresa MSK Indústria e Comércio. Consequentemente, o reajuste atingiu aproximadamente 23,88% do valor original, ficando muito próximo do limite legal de 25% permitido para alterações contratuais sem necessidade de nova licitação.

🎤 Governo justifica mudanças, mas aditivo amplia desconfiança

De acordo com a justificativa apresentada pela MT PAR, o aumento ocorreu devido à necessidade de inclusão de estruturas metálicas e equipamentos adicionais de sonorização para adequação técnica do projeto.

Entretanto, críticos apontam que a justificativa expõe justamente um dos maiores problemas da obra: falhas graves de planejamento inicial.

Afinal, especialistas em gestão pública argumentam que itens básicos de infraestrutura e suporte técnico deveriam constar no projeto original. Dessa forma, a necessidade de “adequações emergenciais” durante a execução acaba alimentando sucessivos reajustes milionários pagos com recursos públicos.

💰 Obra já acumula explosão de custos

Anunciado originalmente em 2021 com custo estimado em aproximadamente R$ 150 milhões, o Parque Novo Mato Grosso passou por sucessivas expansões financeiras ao longo dos últimos anos.

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Além disso, relatórios e documentos analisados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), pela Assembleia Legislativa e por órgãos de controle indicam crescimento contínuo no orçamento do complexo.

Atualmente:

  • estimativas oficiais já ultrapassam R$ 900 milhões;
  • projeções técnicas mencionam possibilidade de superar R$ 1,5 bilhão até 2027;
  • contratos e licitações somam centenas de milhões de reais;
  • novos aditivos continuam sendo incorporados à obra.

Consequentemente, o empreendimento passou a receber apelidos críticos como “Parque dos Bilionários” entre opositores e parte da população.

⚠️ TCE já identificou cláusulas e contratos suspeitos

Ao mesmo tempo, o Tribunal de Contas do Estado passou a acompanhar de perto licitações ligadas ao complexo.

Recentemente, técnicos do TCE identificaram possíveis cláusulas restritivas em edital milionário envolvendo estruturas do Parque Novo Mato Grosso. Além disso, relatórios preliminares apontaram indícios de problemas relacionados à competitividade e às exigências econômico-financeiras dos certames.

Enquanto isso, o ex-governador Pedro Taques apresentou representação ao Ministério Público e ao próprio TCE pedindo investigação sobre contratos que ultrapassam R$ 208 milhões relacionados ao autódromo do parque. Segundo a denúncia, existem suspeitas envolvendo:

  • direcionamento de licitação;
  • conflitos de interesse;
  • vínculos empresariais;
  • aditivos sucessivos;
  • possível dano ao erário.

🏗️ Aditivos viram rotina dentro da obra

O novo reajuste na sonorização não representa caso isolado. Pelo contrário, documentos oficiais mostram diversos contratos do Parque Novo Mato Grosso recebendo alterações quantitativas e qualitativas nos últimos meses.

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Além disso, termos aditivos envolvendo estruturas de cobertura, fornecimento de insumos e execução de obras vêm ampliando gradualmente os custos do empreendimento.

Consequentemente, cresce o questionamento sobre:

  • qualidade do planejamento inicial;
  • eficiência técnica dos projetos;
  • controle financeiro da execução;
  • prioridade dos investimentos públicos.

🏥 Críticos cobram prioridades em áreas essenciais

Enquanto o governo estadual sustenta que o Parque Novo Mato Grosso se tornará referência nacional em lazer, cultura, turismo e grandes eventos, opositores e parte da sociedade questionam a prioridade dos investimentos.

Além disso, críticos apontam contraste entre os gastos bilionários do parque e problemas enfrentados em áreas consideradas essenciais, como:

  • saúde pública;
  • hospitais regionais;
  • mobilidade urbana;
  • segurança;
  • atendimento emergencial;
  • infraestrutura básica.

Consequentemente, cada novo aditivo fortalece o discurso de que o Estado estaria investindo cifras gigantescas em um projeto de visibilidade política enquanto serviços fundamentais enfrentam dificuldades estruturais.

🚨 Debate sobre transparência deve aumentar

Por fim, o novo aditivo do contrato de som amplia ainda mais a pressão sobre a MT PAR, sobre o governo estadual e sobre os órgãos de controle.

Enquanto o Executivo defende que as alterações fazem parte da evolução natural de uma megaobra complexa, críticos afirmam que os sucessivos reajustes revelam falta de planejamento técnico e baixo controle sobre os custos reais do empreendimento.

Agora, a pergunta que cresce entre parlamentares, órgãos de fiscalização e contribuintes é direta:

👉 até onde os custos do Parque Novo Mato Grosso ainda podem chegar antes que o Estado apresente uma conta definitiva para a população?

Da Redação.

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