Governo apresenta em audiência pública as metas físicas de 2024

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Em audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (15), na Assembleia Legislativa, o Governo do Estado de Mato Grosso apresentou os dados fiscais do segundo semestre de 2024. O balanço incluiu relatórios de quatro secretarias estaduais e três órgãos vinculados ao Executivo.

Os técnicos do governo prestaram contas à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária. Durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Carlos Avallone (PSDB), destacou a importância da transparência na gestão pública e o papel do Legislativo no controle dos gastos.

O parlamentar sugeriu mudanças na apresentação dos relatórios feitos pelas secretárias e pelos outros órgãos do governo do estado. Segundo ele, a apresentação é “maçante” e difícil de a sociedade acompanhar as audiências públicas. “É preciso fazer uma apresentação mais estratégica, que fica mais fácil à sociedade acompanhar. Ela precisa ser mais enxuta”, explicou Avallone.

Entre os órgãos e secretarias que apresentaram seus relatórios estão a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Já entre os órgãos vinculados ao estado que prestaram contas estão a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e a MT PAR. A MT PAR é uma sociedade anônima de economia mista e capital fechado que auxilia o Governo do Estado de Mato Grosso na realização de ações com investimentos públicos e privados em áreas prioritárias, como o social, ciência e tecnologia, entre outros.

Em nome da Sema, o secretário Adjunto Executivo de Meio Ambiente, Alex Sandro Marega, afirmou que Mato Grosso é o estado brasileiro que mais avançou na regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo ele, hoje, na base de dados do estado existem 160 mil cadastros ambientais rurais.

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“O CAR não autoriza nada, ele simplesmente regulariza o tamanho da reserva legal, quais são as APPs (áreas de preservação permanente), para que a propriedade possa estar 100% legalizada dentro daquilo que legislação exige. Hoje, já estão cadastradas algo em torno de 80% de propriedades rurais”, explicou Marega.

Em 2024, de acordo com Marega, o estado conseguiu analisar 25 mil cadastros propriedades rurais. “Nesse ano, o estado atingiu 120% da meta. A gente conseguiu analisar mais cadastros do que havíamos previsto. Agora, com o CAR, a Sema sabe o que está errado, o que precisa ser corrigido. A nossa meta é fazer o CAR validado e não só analisar o processo”, disse Marega.

O diretor executivo do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Klisman Santos do Monte, mostrou que os dados da pasta apontam que os números de títulos emitidos para a área rural foram de 351, mas foram entregues 839, enquanto na área urbana, a previsão era de seis mil títulos, mas foram emitidos 23.600 títulos.

“Esse processo é fruto de uma parceria entre o estado de Mato Grosso e a Assembleia Legislativa. Nesse processo de regularização fundiária, o Intermat trabalha com a regularização fundiária rural e urbana. Em relação à urbana teve um número muito expansivo de títulos emitidos. A meta era de seis mil e a gente conquistou um número de quase 24 mil títulos emitidos”, afirmou Santos do Monte. Segundo ele, esses títulos já estão em Cartório sendo registrados em nome dos titulares e serão entregues aos destinatários.

O secretário adjunto de Planejamento e Governo Digital, Sandro Brandão, afirmou que o ano de 2024 foi positivo para a administração estadual. Segundo ele, o Estado colocou como meta prioritária 170 produtos em ações. “Na verdade, temos mais de 600 produtos finais dentro do nosso planejamento de entregas. Em 24, tivemos uma média de 102% de realização, ou seja, algumas ações extrapolaram”, disse Brandão.

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Segundo ele, algumas áreas finalísticas, consideradas mais críticas para a sociedade, obteviram uma boa produção. Como exemplo, ele citou o Programa de Tolerância Zero. “Extrapolamos alguns indicadores que foram apresentados pela Secretaria de Segurança Pública, pela Secretaria de Educação e da Saúde. Eles cresceram e evoluíram em seus atendimentos. Então essas que são as mais preocupantes, de maior atenção para a população”, disse Brandão.

Na Secretaria de Segurança Pública, o secretário César Augusto de Camargo Roveri afirmou que o estado teve redução nos índices de criminalidade em diversas regiões, resultado de investimentos em tecnologia, aumento do efetivo policial e ações integradas de inteligência.

“Na segurança tivemos, ao longo do ano passado, 21 ações. Entre elas, o aumento do número de efetivos da Polícia Militar, a construção de novas unidades, a parte aérea de resgate, de policiamento aéreo do Ciopaer e ainda do Grupo Especial de Fronteira. O que foi planejado, foi executado”, disse Roveri.

Roveri disse que em relação ao Programa Tolerância Zero, o estado continua com o trabalho de combater as facções criminosas no Estado.

“Nós recebemos mais de 700 denúncias (em relação ao combate às facções criminosas). Já o programa tolerância zero de invasões de terra, que foi lançado em março de 2023, vem sendo muito bem executado. É um programa com 100% de eficiência. Desde esse ano, tivemos 54 invasões e o governo deu respaldo e garantia jurídica, inclusive, para os proprietários de pequena, média e grandes propriedades”, explicou Roveri.

A audiência pública atendeu a exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina a prestação de contas periódicas do Executivo ao Legislativo, como forma de garantir transparência e controle social sobre as finanças públicas.

Fonte: ALMT – MT

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