Secretária-executiva do Ministério das Mulheres reforça o protagonismo feminino no comércio exterior durante evento da ApexBrasil

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A secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa, participou nesta sexta-feira (20) da abertura do evento “Mulheres e Negócios Internacionais: inserção, empoderamento e impacto”, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Brasília. A iniciativa celebra os três anos do Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), voltado à ampliação da presença feminina no comércio exterior brasileiro.

Durante sua fala no painel de abertura, Eutália Barbosa ressaltou a importância da parceria entre o Ministério das Mulheres e a ApexBrasil para o desenvolvimento econômico do país. “Não há desenvolvimento sem a plena participação das mulheres na economia. Celebrar três anos deste programa é reconhecer os avanços e sua importância. Mas também destacar que falar das mulheres no comércio internacional não é apenas falar de negócios, é falar de poder, de acesso, de quem decide e de quem historicamente foi excluída desses espaços”, afirmou.

O número de empresas lideradas por mulheres mobilizadas para o comércio exterior saltou de 5mil para mais de 7mil. Os atendimentos da ApexBrasil a negócios comandados por mulheres cresceram 32% entre 2022 e 2023, passando de 2.161 para 2.883. Já em 2025, 26% das empresas exportadoras apoiadas são lideradas por mulheres.

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Apesar do crescimento, os números ainda evidenciam desigualdades estruturais. Atualmente, apenas 14,5% das empresas exportadoras brasileiras têm maioria feminina em sua composição, e somente 2% do valor total exportado pelo país provém de empresas lideradas por mulheres. “Isso é resultado de barreiras históricas, estruturais e persistentes, que limitam o acesso das mulheres ao crédito, aos mercados e às redes de poder econômico”, destacou a secretária-executiva.

Eutália Barbosa também reforçou a necessidade de uma abordagem interseccional nas políticas voltadas à autonomia econômica feminina. “Quando falamos de mulheres no comércio internacional, estamos falando também de mulheres negras, indígenas, rurais, periféricas, de cooperativas e da economia solidária, que enfrentam múltiplas camadas de restrição de acesso a direitos”, pontuou.

A secretária-executiva destacou ainda a importância de iniciativas que ampliem a participação feminina em setores estratégicos e de maior valor agregado, como o programa Hangar Mulheres, desenvolvido pela Itaipu Parquetec, que promove editais voltados à incubação de startups lideradas por mulheres.

“O plano de ação para 2026 a 2031 nos desafia a dar escala a essa política. E dar escala significa garantir que mais mulheres tenham acesso e mais territórios sejam alcançados”, afirmou. “Porque autonomia econômica é condição para liberdade. E liberdade é condição para igualdade. Quando uma mulher acessa o mercado internacional, ela rompe uma barreira histórica. E cada mulher que avança abre caminho para muitas outras.”

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O evento contou com a participação da diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Paula Repezza, além de autoridades do setor público, organismos internacionais, empresárias, especialistas e lideranças nacionais e internacionais. O encontro reforçou o caráter estratégico do programa e a importância da cooperação interinstitucional para ampliar a presença feminina no comércio exterior.

Parceria 

A parceria entre o Ministério das Mulheres, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a ApexBrasil se materializa em iniciativas como o programa Elas Exportam, fruto de um acordo de cooperação técnica firmado para incentivar a inclusão de mulheres nas atividades de exportação e importação.

Exemplos concretos dessa articulação incluem a participação do Ministério das Mulheres na Expoartesanías 2024, em Bogotá, uma das maiores feiras de artesanato da América Latina, na qual o Brasil foi o país convidado de honra. Além disso, o programa Hangar Mulheres tem promovido editais para incubação de startups lideradas por mulheres, ampliando oportunidades de inserção em mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Ministério das Mulheres

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