Custos em alta, atrasos sucessivos e demandas urgentes sem resposta ampliam a cobrança sobre a gestão estadual.
Lançado em 2021 com custo inicial estimado em R$ 150 milhões e promessa de entrega em apenas dois anos, o Parque Novo Mato Grosso avança em ritmo abaixo do esperado e segue sem cronograma definitivo de conclusão. Desde então, o projeto ampliou custos de forma expressiva e já trabalha com cifras que alcançam cerca de R$ 1,5 bilhão.
Além disso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) identificou falhas e fez apontamentos técnicos relacionados à execução do empreendimento. Com isso, o projeto passou a enfrentar questionamentos ainda maiores sobre planejamento, controle de gastos e prioridades administrativas.
Enquanto isso, setores essenciais continuam aguardando respostas concretas. Mesmo diante de filas na saúde, problemas de mobilidade urbana, carência em serviços públicos e desafios na segurança, o governo mantém forte aposta em uma megaestrutura voltada a eventos, lazer e entretenimento.
População cobra foco em áreas essenciais
Ao mesmo tempo, parte da população questiona diretamente a escolha de prioridades adotada ao longo de quase oito anos de gestão. Muitos moradores defendem investimentos mais robustos em hospitais, escolas, transporte coletivo, pavimentação e programas sociais de impacto imediato.
Além do mais, trabalhadores enfrentam trânsito intenso, famílias aguardam atendimento médico e comunidades convivem com demandas antigas sem solução definitiva. Por isso, cresce a cobrança sobre a aplicação do dinheiro público.
Por outro lado, o governo sustenta que o empreendimento deixará legado econômico, turístico e estrutural para o Estado. Entretanto, críticos afirmam que a gestão concentra esforços em uma obra de grande visibilidade enquanto problemas históricos permanecem sem resposta proporcional.
Da mesma forma, opositores argumentam que o Estado pode encerrar o atual ciclo político deixando uma vitrine bilionária cercada de propaganda institucional, porém acompanhada por setores estratégicos ainda pressionados.
Por fim, o debate se intensifica à medida que o mandato se aproxima do fim. De um lado, o governo apresenta o parque como símbolo de modernização. Do outro, parte da sociedade cobra resultados práticos em áreas que impactam diretamente a vida da população todos os dias.
Da Redação.

























