Depois de praticamente dois mandatos à frente do Governo de Mato Grosso, a gestão estadual deixa como uma das principais marcas negativas a indefinição sobre o BRT entre Cuiabá e Várzea Grande. A obra, anunciada como solução histórica para a mobilidade urbana, atravessou anos de promessas, mudanças de cronograma, discursos otimistas e sucessivos atrasos — sem entrega concreta à população.
O que era para representar modernização do transporte público acabou se transformando em símbolo de lentidão administrativa, planejamento falho e falta de respeito com quem depende diariamente das vias afetadas.
Oito anos de promessa e transtorno
Durante quase toda a gestão, moradores conviveram com:
- trechos interditados;
- congestionamentos constantes;
- poeira e lama em períodos distintos;
- prejuízo ao comércio local;
- insegurança para motoristas e pedestres;
- ausência de prazo confiável para conclusão.
Mesmo após anos de obras, o sentimento predominante entre parte da população é de frustração.
Muito anúncio, pouca entrega
Ao longo do tempo, diversas datas e previsões foram ventiladas. Porém, na prática, a população segue sem saber:
- quando o sistema começará a operar;
- qual será o custo final da obra;
- quais trechos realmente serão entregues;
- se haverá novas paralisações ou mudanças no projeto.
A crítica central recai sobre a diferença entre propaganda institucional e resultado real nas ruas.
Herança problemática para o novo governo
Com a troca de comando estadual, a nova gestão recebe uma bomba política pronta para explodir. O BRT deixou de ser apenas obra pública e passou a representar a cobrança por eficiência, transparência e responsabilidade.
Se não houver resposta rápida, o desgaste tende a continuar.
População cobra respeito
Depois de quase dois mandatos, o mínimo esperado era uma solução pronta ou ao menos um cronograma sólido e confiável. Em vez disso, Mato Grosso herda canteiros, dúvidas e uma conta que continua aberta.
Conclusão
O BRT virou o retrato de uma gestão que prometeu transformação, mas entrega incerteza. Para muitos cidadãos, a pergunta já não é mais “quando fica pronto?”, e sim: por que demorou tanto para não entregar quase nada?
Da Redação.



























