Denúncia sobre Autódromo de Cuiabá leva disputa bilionária à CGE e amplia pressão por transparência em Mato Grosso

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Representação pede afastamento do presidente da MTPAR, questiona contratos que somam R$ 208 milhões e reacende debate sobre fiscalização, governança e uso de recursos públicos no Parque Novo Mato Grosso.

Uma denúncia protocolada na Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) colocou novamente o Autódromo Internacional de Cuiabá no centro do debate político estadual. A representação pede o afastamento imediato do presidente da MT Participações e Projetos S.A. (MTPAR), Wener Klesley dos Santos, e levanta questionamentos sobre contratos que, segundo o documento, ultrapassam R$ 208 milhões vinculados ao empreendimento.

O caso ganhou repercussão porque envolve uma das obras mais simbólicas do projeto Parque Novo Mato Grosso — empreendimento apresentado pelo governo estadual como eixo estratégico para eventos, turismo, desenvolvimento econômico e infraestrutura esportiva.

Entretanto, desta vez, o foco saiu da entrega da obra e passou para a forma como contratos, aditivos e decisões administrativas foram conduzidos.

Representação pede investigação e afastamento cautelar

Segundo o conteúdo divulgado da representação, o pedido protocolado na CGE sustenta que existem elementos que justificariam apuração aprofundada sobre possíveis conflitos de interesse, governança e condução contratual dentro da estatal responsável pelo empreendimento.

Além disso, o documento solicita:

  • afastamento cautelar do atual presidente da MTPAR durante eventual investigação;
  • análise de contratos e aditivos relacionados ao autódromo;
  • auditoria sobre execução financeira;
  • verificação de critérios técnicos utilizados nas decisões administrativas;
  • apuração sobre possível impacto ao erário.
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A denúncia também menciona supostas conexões empresariais e questiona mecanismos internos de integridade e prevenção de conflito de interesses. Entretanto, até o momento, as alegações permanecem no campo da representação e dependem de apuração formal dos órgãos competentes.

Caso já passou pelo Tribunal de Contas — mas mérito não foi analisado

Antes do protocolo na Controladoria, tema semelhante chegou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).

Na ocasião, uma representação que questionava contratos ligados ao autódromo acabou arquivada sem análise do mérito. O TCE entendeu que o autor não possuía legitimidade processual para utilizar aquele instrumento específico.

Na prática, isso significa que o Tribunal não declarou inexistência de irregularidades nem validou os contratos — apenas encerrou aquele procedimento por questão formal.

Por esse motivo, a nova provocação direcionada à CGE recolocou o assunto em circulação política.

Autódromo virou vitrine e agora enfrenta escrutínio

O Autódromo Internacional de Cuiabá ganhou projeção estadual após ser apresentado como parte do projeto Parque Novo Mato Grosso.

Além disso, o espaço recebeu eventos esportivos e passou a representar uma das apostas do governo para posicionar Mato Grosso em novos mercados ligados ao esporte e ao entretenimento.

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Entretanto, o empreendimento também enfrentou questionamentos após episódios relacionados à infraestrutura e à execução física da obra durante eventos realizados no local.

Agora, a discussão deixa de ser exclusivamente técnica e passa a envolver:

  • transparência;
  • fiscalização;
  • governança pública;
  • controle dos contratos;
  • acompanhamento dos aditivos;
  • responsabilidade administrativa.

MTPAR afirma atuar com mecanismos de integridade

Em documentos institucionais, a MTPAR mantém políticas internas relacionadas à integridade, transparência e governança corporativa. A estatal possui plano de integridade e instrumentos internos de conformidade publicados institucionalmente.

Até o momento, não houve decisão administrativa que confirme irregularidades relacionadas ao caso citado na representação.

Por isso, qualquer conclusão definitiva depende de:

  • abertura formal de procedimento;
  • análise documental;
  • contraditório;
  • manifestação dos envolvidos;
  • decisão dos órgãos competentes.

Debate ultrapassa o autódromo

Independentemente do desfecho, o episódio abriu uma discussão maior dentro de Mato Grosso.

O ponto central deixou de ser apenas o valor dos contratos.

Agora, a pergunta que cresce nos bastidores políticos é outra:

como grandes projetos públicos podem avançar com velocidade sem perder transparência, controle e confiança da população?

Enquanto a resposta não chega, o caso coloca novamente a gestão de grandes investimentos estaduais sob observação pública e institucional.

Da Redação.

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