A redução do uso de papel constitui uma diretriz permanente do Plano de Logística Sustentável (PLS), construída e aprimorada de forma contínua ao longo dos ciclos de planejamento e monitoramento. No Poder Judiciário de Mato Grosso, essa orientação se traduz na busca por maior eficiência administrativa, controle de gastos e responsabilidade ambiental, alinhando gestão de recursos à modernização institucional.
No Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o avanço das ferramentas digitais tem permitido revisar práticas consolidadas e reavaliar a real necessidade de impressão nas rotinas judiciais e administrativas.
O foco não é acabar com o papel, mas evitar o uso automático. A ideia é simples: o digital deve ser a regra, e a impressão deve ocorrer apenas quando for realmente necessária.
A dimensão do consumo
No último período analisado, o TJMT utilizou 11.725 resmas de papel. Empilhadas, elas alcançariam aproximadamente 591 metros de altura, o equivalente a um prédio de mais de 180 andares, ou quase duas vezes a altura da Torre Eiffel.
Em 2025, foram impressas mais de 9 milhões de páginas A4. Se dispostas em sequência, essas folhas percorreriam aproximadamente 2.673 quilômetros – distância suficiente para ir de Cuiabá a Brasília e ainda seguir.
Cada impressão envolve não apenas papel, mas também toner, energia elétrica, manutenção e substituição de equipamentos. Reduzir esse consumo significa diminuir despesas, utilizar melhor o orçamento e reduzir o impacto ambiental das atividades institucionais.
Digitalização e reorganização das rotinas
Os efeitos da digitalização já são percebidos no dia a dia das unidades. O uso de documentos e processos eletrônicos contribui para maior agilidade na tramitação, facilita o acesso às informações e torna o compartilhamento entre setores mais simples e rápido.
Com menos dependência de arquivos físicos, as equipes dedicam menos tempo a tarefas operacionais e reduzem retrabalho, tornando as rotinas mais organizadas e objetivas.
Experiência prática
No gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, as atividades passaram a ser executadas integralmente em ambiente digital. A análise de processos, a elaboração de votos e o acompanhamento das sessões ocorrem sem necessidade de impressão no cotidiano.
“A experiência que vivemos no gabinete mostrou que é totalmente possível trabalhar sem papel no dia a dia. Não é uma questão de restrição, mas de consciência. Quando você percebe que o digital oferece mais agilidade, organização e segurança do que o papel, a mudança deixa de ser um esforço e passa a ser uma escolha natural”, afirma.
A prática demonstra que a transição é viável e pode ser ampliada gradualmente, respeitando as especificidades de cada unidade.
Cultura institucional voltada ao uso consciente
A proposta não é eliminar o papel, mas utilizá-lo de forma responsável. Rever hábitos cotidianos, como avaliar a real necessidade de imprimir, utilizar frente e verso e priorizar assinaturas eletrônicas, gera resultados concretos, sem prejuízo às atividades, promovendo maior eficiência e sustentabilidade.
Mais do que uma ação ambiental, reduzir impressões significa simplificar rotinas, evitar desperdícios e alinhar a gestão às metas previstas no Plano de Logística Sustentável.
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Autor: Emily Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
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