Após sucessivos atrasos, rompimento de contrato, obras refeitas e transtornos no trânsito, governo promete entregar sistema até 2026. Entretanto, moradores questionam: desta vez o prazo será cumprido?
O Governo de Mato Grosso anunciou mais um cronograma para conclusão das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, afirmou durante audiência pública na Assembleia Legislativa que todo o sistema deverá ser entregue até julho de 2026. Entretanto, o novo prazo já enfrenta forte desconfiança popular após uma sequência de atrasos, paralisações e mudanças no projeto desde o início das obras.
Segundo o governo estadual, o trecho entre o Viaduto da Sefaz e a ponte que liga Cuiabá a Várzea Grande deverá ser finalizado até o fim deste ano, podendo avançar até fevereiro de 2026 em caso de ajustes técnicos. Ao mesmo tempo, novas licitações seguem abertas para construção de terminais, estações e execução de trechos ainda não concluídos.
🚧 Obra acumula atrasos, mudanças e promessas não cumpridas
O BRT nasceu como substituto do polêmico VLT de Cuiabá, projeto iniciado para a Copa do Mundo de 2014 e posteriormente abandonado após denúncias de irregularidades e suspeitas de fraude. Em 2021, o governo estadual decidiu substituir o modal ferroviário pelo sistema de ônibus rápidos.
Entretanto, desde o início das obras do BRT, o projeto passou a enfrentar:
- atrasos sucessivos;
- mudanças de cronograma;
- problemas estruturais;
- trechos demolidos e refeitos;
- paralisações;
- rompimento contratual com o consórcio original.
Além disso, o governo rompeu oficialmente o contrato com o Consórcio Construtor BRT após reiterados descumprimentos de prazo e baixo desempenho das obras. Consequentemente, o cronograma sofreu novo impacto e aprofundou ainda mais a crise envolvendo o modal.
🚦 Trânsito virou caos em Cuiabá
Enquanto o governo promete avanços, motoristas convivem diariamente com bloqueios, desvios, congestionamentos e lentidão em algumas das principais avenidas da capital.
Além disso, regiões como:
- Avenida do CPA;
- Prainha;
- Fernando Corrêa;
- Avenida da FEB;
- XV de Novembro;
- Tenente-Coronel Duarte;
continuam registrando transtornos intensos provocados pelas obras do corredor estrutural do BRT.
Consequentemente, comerciantes relatam queda no movimento, moradores enfrentam aumento no tempo de deslocamento e motoristas convivem diariamente com alterações improvisadas no trânsito.
⚠️ Trechos precisaram ser refeitos
Além dos atrasos, problemas técnicos também ampliaram o desgaste do projeto.
Segundo reportagens publicadas ao longo de 2025, trechos recém-executados apresentaram infiltrações, afundamentos e falhas estruturais, obrigando empresas a demolirem e reconstruírem partes da obra. Uma das áreas afetadas envolveu o entorno do Hospital de Câncer e da ciclovia próxima à 13ª Brigada.
Dessa forma, críticas sobre fiscalização, qualidade técnica e planejamento passaram a crescer dentro da Assembleia Legislativa e entre órgãos de controle.
💰 Custos seguem aumentando
Ao mesmo tempo, o novo contrato firmado pelo governo para retomada das obras possui valor estimado em aproximadamente R$ 156 milhões. Além disso, novas licitações continuam sendo abertas para:
- estações;
- terminais;
- abrigos;
- sistemas operacionais;
- Centro de Controle Operacional (CCO).
Consequentemente, o custo total do sistema segue aumentando enquanto parte significativa da estrutura ainda permanece inacabada.
🚌 Governo promete operação gradual ainda em 2026
Recentemente, Otaviano Pivetta afirmou que o primeiro trecho operacional poderá começar a funcionar gradualmente até o fim de 2026. Segundo o governador, o objetivo é ativar partes do sistema conforme os corredores forem concluídos.
Além disso, o governo anunciou:
- compra de ônibus elétricos;
- criação de equipe exclusiva de monitoramento;
- fiscalização diária das frentes de trabalho;
- aceleração das obras restantes.
Entretanto, após anos de promessas frustradas envolvendo VLT e BRT, a população reage com forte ceticismo.
💬 Cuiabá já ouviu muitos prazos
Desde a Copa de 2014, Cuiabá acumula uma longa sequência de promessas relacionadas à mobilidade urbana. Primeiro veio o VLT, que consumiu bilhões e nunca funcionou. Depois surgiu o BRT como solução definitiva. Agora, mais um prazo entra oficialmente no calendário político estadual.
Enquanto isso, moradores continuam convivendo diariamente com:
- obras inacabadas;
- trânsito caótico;
- prejuízos comerciais;
- lentidão urbana;
- incerteza sobre a entrega final do modal.
Por fim, a pergunta que domina as ruas de Cuiabá voltou a ganhar força:
👉 o governo realmente conseguirá entregar o BRT desta vez ou Mato Grosso assistirá a mais um capítulo de atrasos na maior novela da mobilidade urbana estadual?
Da Redação.



























