Ministério Público reabre investigação sobre possível desmonte do Samu na Baixada Cuiabana e amplia pressão sobre governo Pivetta

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Demissões, fechamento de bases, integração com Bombeiros e denúncias de sucateamento colocam atendimento de urgência no centro de nova crise da saúde pública em Mato Grosso.

O Ministério Público de Mato Grosso voltou a colocar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no centro das investigações após novas denúncias envolvendo possível sucateamento e desmonte operacional na Baixada Cuiabana. Além disso, o caso ampliou a pressão sobre o governo Otaviano Pivetta e sobre a Secretaria de Estado de Saúde em meio às mudanças implementadas no modelo de atendimento pré-hospitalar da região metropolitana.

A crise ganhou força após denúncias de desligamento de profissionais, encerramento de contratos temporários e risco de desativação de bases estratégicas do Samu em Cuiabá e Várzea Grande. Consequentemente, parlamentares, sindicatos e profissionais da saúde passaram a cobrar investigação formal sobre possível redução da capacidade operacional do serviço.

🚑 Demissões e fechamento de bases geram alerta

Segundo documentos encaminhados ao Ministério Público e à Assembleia Legislativa, ao menos 56 profissionais ligados ao Samu tiveram contratos encerrados entre março e abril deste ano. Além disso, denúncias apontaram risco de paralisação ou redução operacional em bases consideradas essenciais para o atendimento rápido da população.

De acordo com os relatos apresentados por servidores e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, unidades localizadas na região metropolitana poderiam sofrer impacto direto na capacidade de resposta às ocorrências de urgência e emergência. Dessa forma, o tempo de deslocamento das equipes aumentaria justamente em regiões de maior demanda populacional.

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⚠️ Integração com Bombeiros virou foco da crise

Ao mesmo tempo, a decisão do governo estadual de integrar parte das operações do Samu ao Corpo de Bombeiros intensificou o debate. O governo sustenta que a medida busca ampliar cobertura operacional e reduzir o tempo médio de resposta aos atendimentos.

Segundo o Executivo, o novo modelo teria reduzido o tempo médio de espera de aproximadamente 25 minutos para cerca de 16 ou 17 minutos em algumas regiões metropolitanas. Além disso, o governo afirma que aumentou o número de equipes operacionais disponíveis.

Entretanto, profissionais da saúde criticam duramente a mudança. Servidores afirmam que o processo ocorreu sem planejamento adequado, gerou insegurança entre equipes e colocou em risco a continuidade do atendimento especializado prestado historicamente pelo Samu.

🔎 Ministério Público havia arquivado investigação, mas pressão aumentou

Em abril, o Ministério Público chegou a arquivar uma investigação preliminar ao afirmar que não encontrou elementos suficientes para comprovar prejuízo imediato à população. Na ocasião, o órgão destacou dados apresentados pelo governo sobre melhora operacional após integração com os Bombeiros.

Entretanto, novas denúncias, manifestações de profissionais e pressões políticas fizeram o debate crescer novamente. Além disso, a própria Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa passou a discutir o futuro do serviço e cobrou esclarecimentos do governo estadual.

🏥 Ministério da Saúde entrou no debate

Diante da repercussão, o Ministério da Saúde também passou a acompanhar o caso. Técnicos federais participaram de reuniões para discutir o futuro do Samu na Baixada Cuiabana e avaliar impactos das mudanças implementadas pelo governo estadual.

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Além disso, especialistas lembram que o Samu integra uma política nacional do SUS e exige manutenção contínua de estrutura operacional qualificada, equipes treinadas e cobertura adequada para situações críticas.

💬 Pivetta admitiu falha e recuou parcialmente

Após o aumento da crise, Otaviano Pivetta admitiu problemas de comunicação interna envolvendo os contratos do Samu e determinou a recontratação de parte dos profissionais desligados.

O governador afirmou que o Estado manterá o serviço funcionando e declarou que a prioridade do governo é garantir atendimento rápido à população. Mesmo assim, a crise já havia provocado desgaste político significativo na área da saúde.

🚨 Debate agora ultrapassa questão administrativa

Enquanto o governo sustenta que realiza apenas reorganização operacional, críticos afirmam que Mato Grosso presencia um processo gradual de desmonte do atendimento móvel de urgência.

Além disso, profissionais da área alertam que qualquer redução estrutural no Samu pode provocar consequências graves:

  • aumento no tempo de resposta;
  • sobrecarga hospitalar;
  • maior risco em ocorrências graves;
  • perda de eficiência no atendimento pré-hospitalar.

Por fim, o avanço das investigações amplia a pressão sobre o governo estadual e transforma o futuro do Samu em um dos temas mais sensíveis da saúde pública mato-grossense.

Agora, a principal pergunta levantada por profissionais e pela população é direta:

👉 o governo está modernizando o Samu ou desmontando silenciosamente um dos serviços mais essenciais de urgência da Baixada Cuiabana?

Da Redação.

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