Portos do Sudeste movimentam 575,5 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025

O Porto de Santos (SP) liderou a movimentação no Sudeste, com 119,4 milhões de toneladas, registrando crescimento de 1,05% em relação a 2024 - Foto: Reprodução/APS

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A movimentação de cargas nos portos da região Sudeste alcançou 575,5 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa crescimento de 4,97% em relação ao mesmo período de 2024, mantendo o Sudeste como principal eixo logístico do Brasil e movimentando os maiores volumes de cargas no sistema portuário nacional.

O desempenho regional foi sustentado principalmente pelos granéis sólidos, que somaram 299,7 milhões de toneladas, com alta de 4,20% frente a 2024. Os granéis líquidos alcançaram 187,3 milhões de toneladas, registrando crescimento de 7,74%, fortemente influenciados pela movimentação de petróleo e derivados. Já as cargas em contêineres responderam por 60 milhões de toneladas, com expansão de 2,17%, enquanto a carga geral atingiu 28,6 milhões de toneladas, crescimento de 1,60% em relação a 2024.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números confirmam o papel estratégico da região na logística brasileira. “O Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, sustentado pela diversidade de cargas, pela integração entre portos públicos e terminais privados e por uma agenda contínua de investimentos em infraestrutura”, afirmou.

Portos mais movimentados

Como o maior terminal do país, o Porto de Santos (SP) liderou a movimentação no Sudeste, com 119,4 milhões de toneladas, registrando crescimento de 1,05% em relação a 2024 e respondendo por 20,8% de toda a carga movimentada na região até outubro. Na sequência aparecem o Terminal de Tubarão (ES), com 70,4 milhões de toneladas (alta de 9,12%), e o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), que movimentou 57,9 milhões de toneladas, com crescimento de 8,26% no período.

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Pelo Porto de Itaguaí (RJ) passaram 51,7 milhões de toneladas, mantendo seu papel estratégico no escoamento de minério de ferro, enquanto o Terminal de Petróleo TPE/TOIL (SP) registrou 49,6 milhões de toneladas, com expressivo crescimento de 15,43%, reforçando a relevância do Sudeste na logística energética nacional.

Segundo Costa Filho, a concentração desses grandes terminais é um diferencial competitivo da região. “Estamos falando de portos que operam em alta escala, com vocações bem definidas, o que garante eficiência, previsibilidade e competitividade ao comércio exterior brasileiro”, destacou.

Principais mercadorias

O levantamento da Antaq mostra que o minério de ferro permaneceu como a principal mercadoria movimentada na região (33,7% do total), com 194,2 milhões de toneladas, crescimento de 7,46%, consolidando o Sudeste como base do escoamento mineral do país.

Na sequência, petróleo e derivados (óleo bruto) alcançaram 152,2 milhões de toneladas, com alta de 10,35%, refletindo a força do setor energético. Cargas em contêineres somaram 60 milhões de toneladas (+2,17%), enquanto a soja movimentou 37,3 milhões de toneladas, com expressivo avanço de 16,47%, impulsionada pelo agronegócio. Já os derivados de petróleo (sem óleo bruto) totalizaram 27,2 milhões de toneladas, mantendo volumes relevantes na matriz de cargas regionais.

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 Tipos de navegação

Do total movimentado nos portos do Sudeste, 435,6 milhões de toneladas foram transportadas na navegação de longo curso; operações entre o Brasil e outros países. Esse tipo de transporte registrou crescimento de 5,23% em relação a 2024, demonstrando o fortalecimento da integração da região com os mercados internacionais.

Já a cabotagem, que é transporte de cargas entre portos brasileiros, somou 114,1 milhões de toneladas no período, com alta de 5,25% na comparação anual. Essa modalidade é fundamental para a logística nacional, pois permite o deslocamento de grandes volumes de mercadorias ao longo da costa, reduzindo custos e complementando o transporte rodoviário.

Ao analisar as mercadorias que entraram e saíram do país pelos portos do Sudeste, os dados da Antaq indicam que as exportações cresceram 6,63%, enquanto as importações registraram leve retração, de 2,41%, movimento que indica ajustes pontuais no volume de mercadorias.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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