Números mostram contratos elevados, concentração de recursos e repasses a dezenas de empresas, enquanto vereadores cobram transparência e critérios técnicos.
A discussão sobre o uso de recursos públicos na comunicação da Prefeitura de Cuiabá ganhou força após denúncias do vereador Didimo Vovô, que trouxe à tona números expressivos envolvendo contratos, repasses e concentração de verbas em veículos de mídia.
📊 Valores e números que estão no centro da polêmica
De acordo com levantamentos divulgados no debate político local:
- A Secretaria de Comunicação municipal possui contratos que chegam a R$ 12 milhões com agências de publicidade.
- Além disso, denúncias apontam que até R$ 300 mil foram repassados individualmente a alguns sites de notícias.
- Ao mesmo tempo, o vereador afirmou que existem cerca de 125 empresas e veículos recebendo recursos da Secom.
Esses números colocam a comunicação institucional como uma das áreas com maior circulação de dinheiro público dentro da estrutura administrativa.
💰 Concentração de verba e desigualdade no mercado
Apesar da quantidade de empresas envolvidas, o principal questionamento não gira apenas em torno do volume total, mas sim da distribuição desses valores.
Segundo relatos apresentados:
- Alguns veículos recebem contratos altos em curto período;
- Outros, mesmo com audiência, ficam fora das campanhas;
- Há casos de empresas recém-criadas já recebendo valores relevantes.
Dessa forma, cresce a percepção de concentração de recursos em determinados grupos.
⚖️ Contratos e possíveis irregularidades ampliam pressão
Além disso, o debate se intensifica após a revelação de contratos firmados sem licitação, como o caso de um acordo de R$ 12 milhões, que ultrapassaria limites legais previstos para esse tipo de contratação.
Com isso, vereadores e parte da sociedade passaram a questionar:
- critérios técnicos utilizados;
- legalidade dos processos;
- justificativas para valores elevados;
- transparência nos contratos.
📢 Denúncia política amplia o impacto
Ao mesmo tempo, Didimo Vovô afirmou que o cenário pode indicar favorecimento dentro da distribuição das verbas. Dessa maneira, o parlamentar levou o caso ao debate público e pressionou a Prefeitura por explicações detalhadas.
Além disso, a denúncia reforça um ponto sensível: quando o dinheiro é público, a exigência por transparência se torna ainda maior.
🏙️ Realidade da cidade aumenta cobrança
Enquanto isso, Cuiabá enfrenta desafios em áreas como saúde, mobilidade urbana e infraestrutura. Por isso, parte da população questiona a prioridade dada aos investimentos em publicidade.
Consequentemente, o debate deixa de ser apenas técnico e passa a ser político e social.
📈 Tendência de aumento da pressão
Diante desses números — contratos milionários, repasses individuais elevados e dezenas de empresas envolvidas — a tendência é que a pressão aumente.
De um lado, a Prefeitura pode justificar os gastos com base em alcance e estratégia de comunicação. Por outro, vereadores, profissionais da imprensa e a população cobram uma resposta direta:
👉 Quem recebe, quanto recebe e com base em quais critérios?
Da Redação.




























