Assinado decreto que regulamenta Política Nacional de EPT

Foto: Gaia Schüler

publicidade

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o Decreto nº 12.603/2025, que institui a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT) no Brasil. O decreto também institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica (Sinaept). A normativa foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 29 de agosto.  

A nova legislação joga luz sobre a educação profissional e tecnológica (EPT), que busca a formação integral e cidadã do estudante, além de articular um conjunto de ações que visam à promoção, à democratização, à qualificação da oferta, à equidade no acesso e na permanência e ao respeito à diversidade dos sujeitos e dos contextos educacionais em diálogo com o mundo do trabalho.  

“Acredito que estamos vivendo o melhor momento do ensino técnico no país, e temos agora um marco estruturante para organizar, expandir e qualificar a oferta de educação profissional e tecnológica no país”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana.  

Nos próximos anos, nossa prioridade será consolidar essa política nacional, fortalecer o vínculo entre a formação técnica e os arranjos produtivos locais, garantindo que jovens e trabalhadores tenham acesso à educação de qualidade, com inclusão social, para preparar o Brasil para os desafios do mundo do trabalho.” Camilo Santana, ministro da Educação  

Santana explica que a legislação estabeleceu que a União deve assegurar um processo nacional de avaliação das instituições e dos cursos de EPT. “E, para isso, o MEC trabalhou em um sistema nacional de avaliação da educação profissional e tecnológica. Nos próximos anos, nossa prioridade será consolidar essa política nacional, fortalecer o vínculo entre a formação técnica e os arranjos produtivos locais, garantindo que jovens e trabalhadores tenham acesso à educação de qualidade, com inclusão social, para preparar o Brasil para os desafios do mundo do trabalho”, aponta.  

A meta da política é fortalecer uma atuação governamental sistêmica, integrada e efetiva. “A partir da coordenação e implementação de diretrizes, estratégias e ações, a PNEPT visa à expansão da oferta, à elevação da qualidade dos cursos, à equidade no acesso e à articulação com as demandas do mundo do trabalho”, completa o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli.  

Leia Também:  Secretária Eliane Aquino participa do seminário Bolsa Família em Ação, em São Luís

Segundo o secretário, mais do que um instrumento de articulação, o decreto estabelece um marco regulatório que orienta a atuação de todos os entes federativos, posicionando a EPT como vetor estruturante, sem prejuízo da autonomia e das iniciativas de estados, municípios e do Distrito Federal. Compete ao governo federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), coordenar o processo, assegurando a efetiva implementação da política em todo o território nacional.  

A PNEPT também propõe estabelecer uma conexão entre a educação, a inclusão social e a inserção socioprodutiva, observando as necessidades de desenvolvimento sustentável e socioeconômico do país e o estímulo à inovação.  

Universo EPT A educação profissional e tecnológica integra todos os níveis de educação e as dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia, compreendendo a formação inicial e continuada ou qualificação profissional; os cursos técnicos de nível médio; e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação.    

O último Censo Escolar da Educação Básica, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontou que, no Brasil, existem 2,5 milhões de matrículas em cursos técnicos de nível médio. Já segundo o Censo da Educação Superior, o país apresenta 2 milhões de matrículas em cursos tecnológicos. 

As ofertas de EPT, tanto de nível médio quanto de nível superior, são realizadas pelas redes públicas federal, estaduais, distrital e municipais, assim como pelos Sistemas Nacionais de Aprendizagem e pelas instituições privadas de ensino.  Os Catálogos Nacionais de Cursos Técnicos e de Cursos Superiores de Tecnologia orientarão a organização dos cursos e itinerários segundo os eixos tecnológicos e as suas respectivas áreas tecnológicas. Cabe ao MEC a sua regulamentação e atualização, considerando a dinâmica do mundo do trabalho, os avanços tecnológicos e as necessidades sociais e regionais.   

Estratégias – Entre as estratégias adotadas pela pasta para ampliar, de forma significativa, o número de matrículas em cursos técnicos nos próximos anos, tendo como referência as diretrizes da PNEPT, está a criação de novos campi de institutos federais, com projeção de ao menos 140 mil novas vagas em todo o território brasileiro, sobretudo no interior do país.  

Leia Também:  Secretaria de Aviação Civil do MPor realiza evento para debater risco de fauna na aviação

De 1909 até 2002, foram implantadas 140 unidades de ensino técnico no Brasil. Nos dois primeiros governos do presidente Lula e nas gestões da ex-presidenta Dilma Rousseff, foram criados mais de 500. “Por determinação do presidente Lula, estamos implantando mais 102 campi de IFs [Institutos Federais] em todo o país, com o objetivo de termos mais de 780 unidades de educação profissional e tecnológica”, declara Santana. Atualmente, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual os institutos fazem parte, soma 686 unidades.  

Além disso, o programa Juros por Educação, que está vinculado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), prevê que os estados que têm dívidas com a União poderão reduzir os juros em troca de investir, no mínimo, 60% desses recursos na EPT.  A meta é gerar 3,3 milhões de novas matrículas em educação profissional técnica de nível médio. “Estamos falando em bilhões de reais sendo investidos nos próximos anos para expandirmos o ensino técnico. Com esse recurso, os estados poderão investir na melhoria da infraestrutura, na contratação de novos professores e técnicos – vinculados à ampliação de vagas, aquisição de material didático e equipamentos”, exemplifica o ministro.  

Avaliação – O decreto publicado nesta sexta-feira (29) também cria o Sinaept, sistema de avaliação que tem o objetivo de orientar a aferição da qualidade das instituições de ensino e dos cursos ofertados. O Sinaept será implementado em regime de colaboração com os sistemas de ensino e será de responsabilidade do Inep.  

Governança – O MEC instituirá Comissão Tripartite Paritária Permanente da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, com a participação de gestores educacionais, instituições formadoras e setor produtivo, de natureza consultiva.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade